terça-feira, 25 de julho de 2017

MusicVis: Interactive Visualization Tool For Exploring Music Rankings

Music rankings are mainly aimed at marketing purposes but also help users in discovering new music as well as comparing songs, artists, albums, etc. This project presents an interactive way to visualize, find and compare music rankings using different techniques, including the display of music attributes. The technique was conceived after a remote survey we conducted to collect data about how people choose music. Our visualization makes easier to obtain information about artists and tracks, and also to compare the data gathered from the two major music rankings, namely Billboard and Spotify. The tool also provides interaction with personal data. The results obtained from experiments with potential users showed that the tool was considered interesting, with an attractive layout. Compared to traditional music ranking tools users preferred ours, but with not such a large difference from using Billboard or Spotify. However, when evaluating the usability of our tool, results are positive, mainly concerning to data filtering and comparison features. MusicVis was also considered easy to learn. 

Project under my supervision at IFSUL: Project PD00160616/068.
Students: David Aron Pires Fagundes and Lucas dos Santos Lanzarini

Publications:
- ACM SAC 2017: Exploring Music Rankings with Interactive Visualization
- Master Thesis (UFRGS): MusicVis: Interactive Visualization Tool For Exploring Music Rankings
- SVR 2016: Interactive Music Ranking Visualization
- X MOCITEC 2016 and MOVACI 2016

MusicVis: Ferramenta de Visualização Interativa para Explorar Rankings Musicais

Os rankings musicais destinam-se principalmente a fins de marketing, mas também ajudam os usuários a descobrir novas músicas, bem como a comparar artistas, álbuns, etc. Este projeto apresenta uma ferramenta interativa para visualizar, encontrar e comparar rankings musicais usando diferentes técnicas além de exibir atributos das músicas. A técnica foi concebida após uma pesquisa remota que coletou dados sobre como as pessoas escolhem música. As técnicas de visualização tornam mais fácil obter informações sobre artistas e faixas, e também comparar os dados obtidos a partir dos dois principais rankings de música, Billboard e Spotify. A ferramenta também permite a interação com dados pessoais. Resultados de experimentos conduzidos com usuários potenciais mostraram que a ferramenta foi considerada interessante, com um layout atrativo. Comparando com as formas tradicionais de visualizar rankings de músicas, usuários preferiram a ferramenta aqui desenvolvida, mas a diferença para Billboard e Spotify não foi grande. Entretanto, quando avaliada a usabilidade da ferramenta, os resultados foram melhores, principalmente no que se refere à filtragem e às técnicas de comparação. MusicVis foi também considerado fácil de aprender.

Projeto sob minha orientação no IFSUL: Projeto PD00160616/068.
Alunos: David Aron Pires Fagundes and Lucas dos Santos Lanzarini

Publicações produzidas:
- ACM SAC 2017: Exploring Music Rankings with Interactive Visualization
- Dissertação de Mestrado (UFRGS): MusicVis: Interactive Visualization Tool For Exploring Music Rankings
- SVR 2016: Interactive Music Ranking Visualization
- X MOCITEC 2016 and MOVACI 2016

BD-Vis: Visualização Interativa de Informações de um Banco de Dados

A análise crua de grandes quantidades de informações armazenadas em um banco de dados torna-se incô̂moda sem uma ferramenta visual ou interativa. O uso de visualizações interativas permite a compreensão mais clara das informações e maior rapidez ao compará-las. Criou-se o BD-Vis, uma ferramenta de visualização que trabalha com informações provenientes de qualquer banco de dados e as torna de fácil interação ao usuário. O sistema recebe informações de um banco de dados e cria um arquivo no formato JSON automaticamente, para que as informações possam ser exibidas em diferentes visualizações. Esse mesmo procedimento é realizado na filtragem, inserção, edição e remoção de dados, onde o mesmo arquivo é atualizado conforme a ocorrência desses eventos promovidos pelo usuário. Concluímos que através das diferentes visualizações (Bubble Chart, Node-Link Tree e Sunburst) as informações puderam ser compreendidas de forma mais rápida em comparação à forma tabular, assim como uma melhor exploração dos dados, contribuindo na descoberta de novas hipóteses que influenciam nos resultados da análise.

Projeto sob minha orientação no IFSUL: BIC/IFSul – Projeto PE01160616/026.
Alunas: Carolina Guth Pinto e Thaiane Teixeira de Azevedo

Publicações produzidas:
- X MOCITEC 2016: Visualização de Informações de um Banco de Dados em Gráficos Interativos
- Anais da IX JIC 2016

BD-Vis: Interactive Visualization of Information from a Database

Raw analysis of large amounts of information stored in a database becomes cumbersome without a visual or interactive tool. The use of interactive visualizations allows the information to be understood more clearly and faster when compared. BD-Vis was created to help it, a visualization tool that works with information from any database and makes it easy to interact with the user. The system receives information from a database and creates a file in JSON format automatically so that information can be displayed in different visualizations. This same procedure is performed in the filtering, insertion, editing and removal of data, where the same file is updated according to the occurrence of these events promoted by the user. We conclude that through the different visualizations (Bubble Chart, Node-Link Tree and Sunburst) the information could be understood more quickly in comparison to the tabular form, as well as a better exploration of the data, contributing in the discovery of new hypotheses that influence the results of the analysis.

Project under my supervision at IFSUL: BIC/IFSUL – Project PE01160616/026.
Students: Carolina Guth Pinto and Thaiane Teixeira de Azevedo

Publications:
- X MOCITEC 2016: Visualização de Informações de um Banco de Dados em Gráficos Interativos
- Proceedings of IX JIC 2016

Game and Interaction with Second Screen

The concept of second screen became popular with the introduction of interactive TVs. In this context, while the user focuses on the TV screen, the exploration of additional content is possible through the use of a smartphone or tablet as a second screen. Lately, dynamic applications, e.g. video games, also started to use a second screen. Nintendo DS and Wii U are the game consoles that began to incorporate these ideas. Dynamic applications are based on real time action and interaction, and their implementation can be very complex specially because users have to change focus between the displays frequently. In this project, we summarize the results found in a set of experimental studies we conducted to verify the usability of interaction techniques based on the use of a second auxiliary screen in dynamic applications. We developed a multiplayer game that employs one main screen shared by two players, each one also using a second (private) screen. From these studies, we elaborate a set of guidelines to help developers in the use of second screens. Although future case studies would improve these guidelines, our experiments show that they contribute with robust principles for developers who want to build multiscreen application.

Publications:
- SVR 2015: Guidelines for Designing Dynamic Applications With Second Screen
- Game: Space Crusher: An Extended Interactive Screen Game

Jogos e Interação com Múltiplas Telas

O conceito de segunda tela tornou-se popular com a introdução de TVs interativas. Neste contexto, enquanto o usuário se concentra na tela da TV, a exploração de conteúdo adicional é possível através do uso de um smartphone ou tablet como uma tela extra. Ultimamente, aplicações dinâmicas, como video games, também começaram a usar uma segunda tela. Nintendo DS e Wii U são os consoles de jogos que começaram a incorporar essas idéias. As aplicações dinâmicas são baseadas em ação e interação em tempo real, e sua implementação pode ser muito complexa especialmente porque os usuários precisam mudar o foco entre os monitores com freqüência. Neste projeto, resumimos os resultados encontrados em um conjunto de estudos experimentais que realizamos para verificar a usabilidade das técnicas de interação com base no uso de uma segunda tela auxiliar em aplicações dinâmicas. Desenvolvemos um jogo multijogador que emprega uma tela principal compartilhada por dois jogadores, cada um usando uma segunda tela (privada). A partir desses estudos, elaboramos um conjunto de diretrizes para ajudar os desenvolvedores no uso de segundas telas. Embora futuros estudos de caso melhorem essas diretrizes, nossos experimentos mostram que eles contribuem com princípios robustos para desenvolvedores que desejam criar aplicativos de telas múltiplas.

Publicações produzidas:
- SVR 2015: Guidelines for Designing Dynamic Applications With Second Screen
- Jogo: Space Crusher: An Extended Interactive Screen Game

Visualização Interativa e Análise Exploratória Visual de Dados em Diferentes Domínios de Aplicação


Várias aplicações, em diversas áreas da atividade humana, tratam dados obtidos a partir de amostragem, usando diferentes sensores, ou os produzem através da execução de processos computacionais. Além disso, a disponibilização desses dados de forma mais ampla em função da difusão de tecnologias de informação e comunicação vem aumentando de forma vertiginosa o volume de dados disponíveis. A visualização de dados e informações está centrada em auxiliar a exploração e acelerar a compreensão de dados através de ferramentas interativas que exploram a capacidade do sistema perceptual humano. O desafio central, em termos de design, é produzir o mencionado mapeamento de forma cognitivamente útil ao mesmo tempo que aproveita a tecnologia de interação atual para permitir ao usuário explorar o espaço de informação e, eventualmente, alterar parâmetros desse mapeamento. Além dos aspectos de visualização e interação, a agregação de métodos de análise de dados é essencial para que os usuários possam migrar da exploração visual para a análise e teste de hipóteses de forma integrada. A presente proposta tem como objetivos gerais: (1) investigação de técnicas de visualização e análise de dados volumétricos e (2) investigação de técnicas de visualização interativa e de análise de informações.

Publicações produzidas:
- WIP SIBGRAPI 2014: Interactive Timeline Visualization of Documents
- WVIS SIBGRAPI 2014: NBAVis: Visualizing National Basketball Association Information

Interactive Visualization and Visual Exploratory Analysis of Data in Different Application Domains


Several applications, in several areas of human activity, treat data obtained from sampling, using different sensors, or produce them through the execution of computational processes. In addition, the availability of such data more broadly as a result of the diffusion of information and communication technologies has dramatically increased the amount of data available. Visualization of data and information is focused on helping to explore and accelerate the understanding of data through interactive tools that explore the capacity of the human perceptual system. The central challenge in terms of design is to produce the mapping in a cognitively useful way while taking advantage of the current interaction technology to allow the user to explore the information space and eventually change the mapping parameters. In addition to the visualization and interaction aspects, the aggregation of data analysis methods is essential so that users can migrate from visual exploration to hypothesis analysis and testing in an integrated way. The present proposal has as general objectives: (1) investigation of techniques of visualization and analysis of volumetric data and (2) investigation of techniques of interactive visualization and analysis of information.

Publications:

Image Segmentation for the Diagnosis of Problems in the Manufacture of Equipments



This project proposes to study and develop segmentation methods based on evolutionary interval fuzzy algorithms and to evaluate them in comparison with other methods of segmentation of the three classes above (threshold, border-based and region-based). Specific objectives of this project are: i) To study models of fuzzy cellular automata and fuzzy genetic algorithms and their applicability in image processing; Ii) to develop image segmentation models based on the methods of item i), adding the characteristics provided by interval mathematics and type-2 fuzzy logic for the treatment of the uncertainty inherent in this type of problem; And iii) produce a separate evaluation of the methods when applied to different types of equipment components.


Publications:

Segmentação de Imagens para o Diagnóstico de Problemas na Fabricação de Equipos

Este Projeto propõe estudar e desenvolver métodos de segmentação baseados em algoritmos evolutivos fuzzy intervalares e avaliá-los em comparação com outros métodos de segmentação das três classes acima referidas (thresholding, baseadas em bordas e baseadas em regiões). São objetivos específicos deste Projeto: i) Estudar modelos de autômatos celulares fuzzy e de algoritmos genéticos fuzzy e sua aplicabilidade no processamento de imagens; ii) desenvolver modelos de segmentação de imagens baseados nos métodos do item i), agregando as características proporcionadas pela matemática intervalar e pela lógica fuzzy do tipo-2 para o tratamento da incerteza inerente a este tipo de problema; e, iii) produzir uma avaliação separada dos métodos quando aplicados a diferentes tipos de componentes do equipo.

Publicações produzidas:
- WUW SIBGRAPI 2014: Detecção Automática de Defeitos na Fabricação de Equipos Utilizando Processamento de Imagens
- TCC de Graduação (UFPEL): Estudo e Aplicação de Métodos de Segmentação de Imagens para o Diagnóstico de Falhas na Fabricação de Equipos

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Entrevista com Miguel Nicolelis


Miguel Nicolelis é um dos pesquisadores brasileiros de maior prestígio. Pioneiro nos estudos sobre interface cérebro-máquina, suas descobertas aparecem na lista das dez tecnologias que devem mudar o mundo, divulgada em 2001 pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês). Em 2009, tornou-se o primeiro brasileiro a merecer uma capa da Science. Na quarta-feira, foi nomeado membro da Pontifícia Academia de Ciências, no Vaticano. Ao Estado, Nicolelis falou sobre o impacto da neurociência no futuro da humanidade. Criticou de forma contundente a gestão científica no País, especialmente em São Paulo. Também questionou os critérios - marcadamente políticos - que teriam norteado a escolha do ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante.

O que você acha da política científica brasileira?

Está ultrapassada. Principalmente, a gestão científica. Foi por isso que eu escrevi o Manifesto da Ciência Tropical. O mais importante nós temos: o talento humano. Mas ele é rapidamente sufocado por normas absurdas dentro das universidades. Não podemos mais fazer pesquisa de forma amadora. Devemos ter uma carreira para pesquisadores em tempo integral e oferecer um suporte administrativo profissional aos cientistas. Visitei um dos melhores institutos de física do País, na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), e o pessoal não tem suporte nenhum. Se um americano do Instituto de Física da Universidade Duke visitar os pesquisadores brasileiros, não vai acreditar. Eles tomam conta do auditório, fazem os cheques e compram as coisas, porque não é permitido ter gestores científicos com formação específica para este trabalho. Nós preferimos tirar cientistas que despontaram da academia. Aqui no Brasil há a cultura de que, subindo na carreira científica, o último passo de glória é virar um administrador do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) ou da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). É uma tragédia. Esses caras não tem formação para administrar nada. Nem a casa deles. Não temos quadros de gestores. A gente gasta muito dinheiro e presta muita atenção em besteira e não investe naquilo que é fundamental.

Qual é a diferença nos mecanismos de financiamento e gestão científica nos EUA e no Brasil?

O investimento privado e público americano - sem contar os gastos do Pentágono que, em parte, são sigilosos - é equiparável: cerca de US$ 250 bilhões anuais cada um (o equivalente a R$ 425 bilhões). Eles também enfrentam o problema de que as empresas privadas não costumam investir em pesquisa pura, meio de cultura de onde saem as ideias aplicadas. Contudo, o governo não investe só em universidades. Ele também coloca dinheiro em empresas e em institutos de pesquisa privados. Este é o segredo. No Brasil, a grande maioria dos mecanismos públicos de financiamento está voltado para universidades públicas. Sendo assim, você não contrata cientistas e técnicos para um projeto, pois depende dos quadros da universidade. Mas esses quadros estão dando 300 horas de aula por semestre. Não dá para competir com um chinês que está em Berkeley pesquisando o dia inteiro e recebendo milhões de dólares para contratar quem ele quiser. Como fazer ciência sem gente? Na realidade, os americanos não contam com pessoas mais capazes lá. O que eles têm de diferente é um número muito maior de pesquisadores, processos eficientes, gestão científica profissional - a melhor jamais inventada - e dinheiro. Nos Estados Unidos, sou visto como um pequeno empreendedor. Recebo dinheiro do governo americano e uma parcela menor de investimento privado. Tenho assim uma "padaria" que faz ciência: posso contratar o padeiro, o faxineiro e a atendente de acordo com as necessidades do projeto. Esse empreendedorismo não é permitido pelas leis brasileiras. As mesmas regras que regem o gasto de quaisquer dez mil réis que um cientista ganha do governo federal servem para controlar licitações de centenas de milhões de reais para a construção de estradas, hidrelétricas... Achar que um cientista vai desviar dinheiro para fazer fortuna pessoal é absurdo. O processo de financiamento deve ser mais aberto, com mecanismos simples de auditoria. Além disso, deveria ser mais fácil importar insumos e, com o tempo, precisaríamos atrair empresas para produzi-los aqui. É um absurdo ver anticorpos apodrecerem no aeroporto de Guarulhos por causa da burocracia. Alguém no topo da pirâmide - o presidente da República ou o ministro da Ciência e Tecnologia - precisa dizer: "Chega. Acabou a brincadeira." É um desperdício gigantesco de talento e de dinheiro. A China está recuperando pesquisadores que emigraram para os EUA oferecendo condições de trabalho ainda melhores que as americanas. Milhares de brasileiros voltariam ao Brasil se tivessem melhores condições para trabalhar. Mas o sujeito vem para uma universidade federal e é obrigado a dar 300 horas de aula por semestre. Perdemos o talento. Além disso, ele conquista a estabilidade de forma quase automática. Que motivação vai ter para crescer? Há talentos, mas os processos são medievais. E o cientista brasileiro tem muito receito de bater de frente com as autoridades para reivindicar o que ele realmente precisa.

Quanto o Brasil deveria investir em ciência?

O Brasil precisa investir de 4% a 5% do seu Produto Interno Bruto (PIB) em ciência e tecnologia para encarar a China, a Índia, a Rússia, os Estados Unidos, a Coreia do Sul... esses são os jogadores com quem devemos nos equiparar. É o mesmo porcentual que já investimos em educação. É essencial realizar os dois investimentos: por um lado, para formar gente e iniciar a revolução educacional que o País precisa; por outro, para usar o potencial intelectual dessas pessoas na produção de algo para o País. Atualmente, investimos 1,3% do PIB. No Japão, é quase 4%. Isso explica muita coisa.

Você afirmou diversas vezes que a ciência precisa ser democratizada no País.

Sem dúvida. É uma atividade extremamente elitizada. Não temos a penetração popular adequada nas universidades. Quantos doutores são índios ou negros? A ciência deve ir ao encontro da sociedade brasileira. Essa foi uma das razões que me motivaram a escrever o manifesto. Até bem pouco tempo, a ciência era uma atividade da aristocracia brasileira. Há 30 ou 40 anos só a classe mais alta tinha acesso à universidade. Não precisavam de financiamento porque tinham dinheiro próprio. Hoje, nós precisamos de cientista que joga futebol na praia de Boa Viagem. Precisamos do moleque que está na escola pública. As crianças precisam ter acesso à educação científica, à iniciação científica. O que também implica uma democratização na distribuição de oportunidades e recursos em todo o País. Estamos trabalhando com 21 crianças da periferia de Natal. Elas nem mesmo entraram no ensino médio e já estão sendo incorporadas às linhas de produção de ciência do nosso instituto. Quatro participaram de um projeto piloto em que aprenderam a usar ressonância nuclear magnética de bancada para medir o volume de óleo nas sementes do pinhão-manso do semi-árido nordestino. E classificaram as diferentes sementes de acordo com a quantidade de óleo. Duvido que exista algum técnico na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) melhor do que essas crianças. Não precisamos mais de caciques. Precisamos de índios. Devemos investir na massificação dos talentos. Esses moleques vão decidir o que vai ser a nossa ciência. Se chega um jovem muito talentoso que quer investigar besouro, devemos responder: "Está bom, filho. Vai pesquisar besouro." Eu não investiria em tópicos, em áreas específicas. Eu investiria primordialmente em gente. Porque se você investir em pessoas talentosas, elas encontrarão nichos em que o Brasil terá benefícios tremendos. Nós temos uma das maiores olimpíadas de matemática do mundo, o que comprova que nosso talento matemático é enorme. Mas não dá frutos porque faltam caminhos, oportunidades, veículos... Acreditamos que devemos escolher o melhor menino. Mas e os outros cem mil que quase ganharam? Precisam de incentivo para continuar. Por isso, eu proponho o bolsa-ciência. É um bolsa-família para garoto que tem talento científico. Não precisa ser gênio. Estou fazendo isso com esses 21 meninos. Os quatro garotos do pinhão-manso recebem mais dinheiro do que o pai e a mãe: uma bolsa de R$ 520 paga por doadores privados. Precisamos investir no caos que é o sistema nervoso. Desta forma, encontraremos caminhos imprevistos, surpresas agradáveis.

Como avaliar mérito na academia?

Nós publicamos mais do que a Suíça. Mas o impacto da ciência suíça é muito maior. Basta ver o número de prêmios Nobel lá. E eles têm apenas cinco milhões de habitantes. Na academia brasileira, as recompensas dependem do que eu chamo de "índice gravitacional de publicação": quanto mais pesado o currículo, melhor. Ou seja, o cientista precisa colecionar o maior número de publicações - sem importar tanto seu conteúdo. Não pode ser assim. O mérito tem de ser julgado pelo impacto nacional ou internacional de uma pesquisa. Não podemos dizer: quem publica mais, leva o bolo. Porque aí o sujeito começa a publicar em qualquer revista. Não é difícil. A publicação científica é um negócio como qualquer outro. Mesmo se você considerar as revistas de maior impacto. Também não adianta criar e usar um índice numérico de citações (que mede o número de citações dos artigos de um determinado cientista). Talento não está no número de citações: é imponderável. Meu departamento na Universidade Duke nunca pediu meu índice de citação. Também nunca calculei. Quando sai do Brasil, achei que estava deixando um mundo de lordes da ciência. Fui perguntando nome por nome lá fora. Ninguém conhecia. Ninguém sabia quem era. Críamos uma bolha provinciana que deve ser estourada agora se o Brasil quer dar um salto quântico. Mas as pessoas têm receio de falar com medo de perder o financiamento. Há outras formas de medir o impacto científico: ver o que cara está fazendo e consultar a opinião de pessoas que importam no mundo, dos líderes de cada área. Sob este ponto de vista, o impacto da ciência brasileira é muito baixo. E precisamos dizer isso sem medo. Não dá para esconder o sol com a peneira. Quando decidem criar um Instituto Nacional (de Ciência e Tecnologia), em vez de dividir o dinheiro entre 30 ou 40 pesquisadores promissores, preferem pulverizar o dinheiro entre 120 cientistas, muitos deles com propostas que não vão chegar a lugar nenhum. Cada um recebe um R$ 1 milhão, uma quantia considerável na opinião de muita gente mas que não paga nem a conta de luz de um projeto bem feito. Não podemos ter receio de selecionar os melhores. Você precisa escolher os bons jogadores, não os pernas-de-pau. Outra coisa: só o Brasil ainda admite cientista por concurso público. Cientista tem de ser admitido por mérito, por julgamento de pares, por entrevista, por compromisso, por plano de trabalho.

Como você se vê na Academia?

Sou um pária. Não tenho o menor receio de falar isso. Sou tolerado. Ninguém chega para mim de frente e fala qualquer coisa. Mas, nos bastidores, é inacreditável a sabotagem de que fomos vítimas aqui em Natal nos últimos oito anos. Mas sobrevivemos. O Brasil é uma obsessão para mim. Há muita gente que não faz e não quer que ninguém faça, pois o status quo está bem. Tenho excelentes amigos na academia do País, respeito profundamente a ciência brasileira. Sou cria de um dos fundadores da neurociência no Brasil, o professor César Timo-Iaria, e neto científico de um prêmio Nobel argentino - Bernardo Alberto Houssay. Por isso, foi uma triste surpresa os anticorpos que senti quando eu voltei. Algumas pessoas ficaram ofendidas porque não fiz o beija-mão pedindo permissão para fazer ciência na periferia de Natal. Este ano, na avaliação dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs), tivemos um dos melhores pareceres técnicos da área de biomedicina. E o nosso orçamento foi misteriosamente cortado em 75%. Pedi R$ 7 milhões. Recebemos R$ 1,5 milhão. Operamos com um sexto do nosso orçamento. As pessoas têm medo de abrir a boca, porque você é engolido pelos pares. Então, eu fico imaginando um pesquisador que volta para o Brasil depois de estudar lá fora. De qualquer forma, o pessoal precisa entender que voltar para o Brasil é assumir um tipo especial de compromisso. Não é ir para Harvard, Yale... Você deve estar disposto a dar seu quinhão para o País porque ele ainda está em construção. Nem tudo vai funcionar como a gente quer. Vejo muita gente egoísta voltando para o Brasil. Os jovens precisam olhar menos para o umbigo e mais para a sociedade.

Qual é o futuro dos jovens pesquisadores no País?

Atualmente, eles têm uma dificuldade tremenda de conseguir dinheiro porque não são pesquisadores 1A do CNPq. Você precisa ser um cardeal da academia para conseguir dinheiro e sobressair. Com um físico da UFPE, cheguei à conclusão de que Albert Einstein não seria pesquisador 1A do CNPq, porque ele não preenche todos os pré-requisitos - número de orientandos de mestrado, de doutorado... Se Einstein não poderia estar no topo, há algo errado. Minha esperança é que o futuro ministro ataque isso de frente pois, até agora, ninguém teve coragem de bater de frente com o establishment da ciência brasileira. Ninguém teve coragem de chegar lá e dizer: "Chega! Não é assim! A ciência não está devolvendo ao povo brasileiro o investimento do povo na ciência." Os cientistas brilhantes jovens não têm acesso às benesses que os grandes cardeais - pesquisadores A1 do CNPq - têm, muitos deles sem ter feito muita coisa que valha. Além disso, veja a situação do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia (CCT, que assessora o presidente da República nas decisões relacionadas à política científica). O presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC) - agora, um grande matemático - me perdoe, mas ele não deveria ter cadeira cativa nesse conselho. O Brasil deveria ter um conselho de gente que está fazendo ciência mundo afora. E não pessoas que ocupam cargos burocráticos em associações de classe. Deveria ser gente com impacto no mundo. E pessoas jovens com a cabeça aberta. Mas as pessoas têm muita dificuldade de quebrar esses rituais. Para entender a que me refiro, basta participar de reuniões científicas e acompanhar a composição de uma mesa. Não há nada semelhante em lugar nenhum do mundo: perder três minutos anunciando autoridades e nomeando quem está na mesa. É coisa de cartório português da Idade Média. Cientista é um cidadão comum. Ele não tem de fazer toda essa firula para apresentar o que está fazendo. É um desperdício de energia, uma pompa completamente desnecessária. Muitas vezes, os pesquisadores jovens não podem abrir a boca diante dos cientistas mais velhos. Eu ouço isso em todo o Brasil. No meu departamento nos Estados Unidos, sou professor titular há quase doze anos. Minha voz não vale mais que a de qualquer outro que acabou de chegar. Qualquer um pode me interpelar a qualquer momento. Qualquer um pode reclamar de qualquer coisa. Qualquer um pode fazer qualquer pergunta. E ninguém me chama de professor Nicolelis. Meu nome lá é Miguel. Por quê? Porque o cientista é algo comum na sociedade. O meu estado (a Carolina do Norte) possui uma das maiores densidades de PhD na população dos EUA. Se você se comportar como um pavão lá, vai se dar mal. Todo mundo tem pelo menos um PhD. Aqui, precisamos colocar a molecada da periferia de Natal, de Rio Branco e de Macapá na ABC, por mérito. Às vezes, parece que existe uma igreja chamada Ciência no País. Se você não é um membro certificado, ela é impenetrável. Minhas críticas não são pessoais. Quero que o Brasil seja uma potência científica para o bem da humanidade. As pessoas precisam ver que a juventude científica brasileira está de mãos atadas. Precisamos libertar este povo. Já estou no terço final da minha carreira científica. O que me resta é ajudar essa molecada a fazer o melhor.

Referência: http://linguagemdocencia.blogspot.com/2011/01/einstein-nao-seria-pesquisador-a1-do.html

domingo, 4 de dezembro de 2011

Intercâmbio 2010/2011

Há mais de 1 ano em que eu deixava o Brasil rumo a Porto - Portugal para viver o que seriam os melhores meses da minha vida. Foram 169 dias inesquecíveis em que convivi com pessoas sensacionais, conheci lugares fantásticos e aprendi muito mais do que poderia imaginar.
Deixo aqui um pequeno video com grande parte das pessoas que fizeram parte disso tudo. A todos vocês o meu muito obrigado!

SWU 2011

O SWU foi sensacional!
Assisti aos shows de: AVICII, Michael Franti & Spearhead, Marcelo D2, Snoop Dogg e Black Eyed Peas. Devido a existência de DOIS palcos principais, só pude ouvir o show do Kanye West.
Aqui vai dois videos que gravei do show do BEP:


The Time (Dirty Bit) - Black Eyed Peas


Boom Boom Pow - Black Eyed Peas

Clipes Top 10 Billboard

Olá,

Aqui vão alguns clipes que estão no Top 10 da Billboard (04/12/11):


Sexy and I Know It - LMFAO


We Found Love - Rihanna


Without You (feat. Usher) - David Guetta


Stereo Hearts - Gym Class Heroes


Good Feeling - Flo Rida

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Vida em Portugal - Parte II

Boa tarde,

Continuando o assunto do último post, sobre o alojamento, há mais de 300 moradores aqui, de diversas nacionalidades. Mas o que predomina são Brasileiros e Portugueses. O alojamento é divido em diferentes partes onde há quartos duplos, individuais e "apartamentos" onde possuem cozinhas e salas próprias.
No meu caso fico em um quarto duplo, cujo número é -312. Sim, -312. Reza a lenda que começaram o alojamento construindo por um lado que seria apenas de andares positivos (Térreo, 1andar, 2andar e 3andar) e tempos depois começaram a construção deste lado que estou e fizeram apartamentos abaixo (tem um grande desnível o terreno aqui) então ficaram andares e números negativos. Bem coisa de Português mesmo HAEUHAEH. No quarto há 2 camas, mesas com gavetas, um guarda-roupas, banheiro e um frigobar. Há uma "cozinha" comunitária no -4 e máquinas que vendem comidas e bebidas (que se encontra em todo o lugar por aqui).

Sobre as viagens que já fiz por Portugal. Fui para Aveiro dia 17 e Guimarães dia 26.
Aveiro é uma cidade muito bonita, conhecida como a "Veneza Portuguesa", fizemos um passeio de barco (ou seriam gôndolas?!?) pela cidade por 3€ e andamos de bicicleta na faixa (bastava deixar algum documento de identificação.
Guimarães possui um castelo que vale a pena conferir, além de ter praças e igrejas muito bonitas.
Para ir a ambas essas cidades saindo de Porto, deve-se ir até a estação Campanhã e pegar o Comboio que custa 2,20€ tanto a ida quanto a volta.
Assim que tiver imagens editarei essa postagem e colocarei mais informações.

Por hoje é isso,
Leandro

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Vida em Portugal - Parte I

Boa noite!

Continuando a sessão Portugal... :)

Sexta, assim que cheguei no Aeroporto do Porto, fui pedir informações em um stand próprio para isso. Tive que rir do meu primeiro real contato com o Português PT na Europa. É realmente muito engraçado ouvir como eles falam quando não estamos acostumados. Ora pois!

Comprei o andante e a passagem e após isso fui em direção ao Metro (que aqui se lê "métro" do mesmo jeito da nossa unidade de medida), para chegar lá era apenas pegar o elevador e descer um andar e foi então que oficialmente começou a cair a ficha que cheguei na Europa. Depois que se tem o andante (um cartão recarregável para usar em todos os meios de transporte da cidade) todos apenas o regarregam em máquinas espalhadas em todas as estações... O incrível é que as máquinas dão troco! E o mais incrível de tudo: Não há roletas ou coisas de tipo para controlar a entrada das pessoas... Apenas pequenas máquinas amarelas que controlam o número de créditos, mas as pessoas passam o cartão nessa máquina por pura honestidade! Coisa que nunca ocorreria no Brasil devido ao pequeno calote que teriam diariamente. Outra coisa, o preço pago pela passagem é dividido em zonas, o mínimo de zonas a ser comprado é 2, mas há passagem de até 9 zonas se não me engano (que obviamente é a mais cara) e novamente, as pessoas compram o número de zonas que utilizarão por conta própria. Pelo que sei raramente há alguma fiscalização, mas claro, caso alguém pegue um passageiro burlando estas regras, há multas entre 100 e 150 euros para o infrator.

Depois de pegar o metro, cheguei na estação Casa da Música, na doce ilusão de que fosse bem perto do alojamento onde vou ficar. Fui andando e pedindo informações e parecia que eu nunca ia chegar. Foi nesse momento que comecei a notar o comportamento mais inusitado das pessoas daqui: eles disputam para dar informações! Quando eu pedia ajuda a uma pessoa, a pessoa do ladou ouvia e também fazia questão de ajudar! Quando um dizia alguma coisa o outro tinha que dar a sua versão da informação e algumas vezes as pessoas acabam "discutindo" para ver quem dava a melhor ajuda. Bizarro isso! Jamais imaginava algo do tipo. As pessoas são realmente prestativas, calmas e fazem questão de ajudar.
Sobre a aparência, bem, eu esperava mais um esteriótipo do que a mistura que há aqui, tem de tudo. Obviamente tem muito do esteriótipo europeu alimentado na cabeça das pessoas mas também tem pessoas que nunca diariamos ser daqui. As mulheres não tem bigode e muitos velhos usam o tal bigode que é característica do portuga padeiro. Ahhh, algo que notei de "ruim" e compartilho com vocês é que as pessoas mais velhas parecem não cuidar muito da higiene bucal... Já vi várias pessoas sem alguns dentes ou com eles literalmente pretos. :O

Cheguei no alojamento e o porteiro me mostrou meu novo lar. Um quarto duplo bem bom. Camas, comodas, mesas, frigobar, guarda-roupas, banheiro com banheira. :)

Outra hora contarei mais sobre o alojamento e sobre o que já visitei, agora vamos as diferenças entre o Português BR e o Português PT:

Calouro - Caloiro
Sanduíche - Sandes
Centavos - Cêntimos
Celular - Telemóvil
Sobrenome - Apelido
Pedestre - Peão
Trem - Comboio
Ônibus - Autocarro
Bonde - Eléctrico
Bicha - Fila
Durex - Camisinha
Propina - Mensalidade/Taxas
Rapariga - Moça/Mulher
Puto - Menino
"Essa questão é mamão com açucar" - "Essa questão é pêra doce"

São essas que eu lembro no momento, tem umas muito boas! HAEUHUAEAH

Estou-me a ir dormir, até!

domingo, 12 de setembro de 2010

Viagem para Portugal!

Bom dia, a partir de hoje tentarei voltar a atualizar meu blog, mas agora com notícias sobre a vida em solo Português :)

Aqui vão informações sobre minha viagem. Pode parecer estranho, mas tenho certeza que todos tem curiosidade sobre isso mas poucos conseguem saber como é antes de ir.

Para procurar passagens a preços baixos recomendo-os acessar o site www.decolar.com.br e agências de intercâmbio/passagens como a STB e Submarino Viagens. OBS: Cuidado com os impostos, algumas passagens parecem ter o menor preço mas não tem.

Viajei pelos seguintes trechos:
Brasília (BSB) - Garulhos (GRU)
Garulhos (GRU) - Madrid (MAD)
Madrid (MAD) - Porto (OPO)

Motivo de 3 voos? Os voos saindo de BSB direto para Lisboa estavam sempre lotados, e o mais barato que consegui de lá era aproximadamente 200 reais mais caro que o por GRU.

BSB - GRU

Voo doméstico feito pela TAM, mas com direito a peso de bagagens internacional (Nacional 23kg, Internacional 2x32kg).
A TAM tem sem dúvidas o melhor atendimento entre as empresas que já viajei fazendo voos nacionais.
Saí de BSB ás 11:50, cheguei em GRU ás 13:30.


GRU - MAD

Assim que cheguei em Garulhos, fui direto na Iberia para pegar meus tickets (passagens ou boarding pass) para os outros 2 trechos. Eles pedem que tenha o passaporte, identidade, e comprovante de despacho das bagagens em mãos.
Feito isso perguntei sobre o registro de produtos eletrônicos que no meu caso deveria ser feito na Receita Federal de lá mesmo, foi então que eu soube da excelente notícia que a Receita fica do outro lado do aeroporto e que segundo a passagem eu já teria que estar esperando o voo (Voos internacionais pedem 2 horas de antecedência). Estava marcado 14:00 horas na passagem e meu voo sairia 15:55.
Após saber isso e ser bem lembrado pela atendente que eu poderia perder o voo, fui até a receita. Lá estava uma fila gigante... Perguntei para o único atendente informações sobre como registrar meus produtos eletrônicos e ele pediu para ver, é o atendente mesmo que julga se precisa ou não de um registro. Segundo ele não precisaria registrar nada.
Então fui até a entrada de voos internacionais para esperar pelo Portão 12!
Em GRU há dois "terminais" de voos internacionais. Todos sempre tem fila. Depois de mostrar a passagem há uma fila interna para passar pelo detector de metais e depois outras duas filas, uma para cidadãos brasileiro e outra para quem não é. Nessa "etapa" eles só conferem o passaporte, identidade e passagens (pelo menos no caso de brasileiros).
Esperei meu voo e embarquei era aproximadamente 15:30. Como meu lugar era o 31G, entrei primeiro que quem estava em locais mais a frente.
Chegando no avião me deparo com as pequenas diferenças sociais. Em voos internacionais pela Iberia há duas classes. A "Economic" e a "Business Plus". Ao entrar no avião passamos pela classe A que é apenas uma doce ilusão da realidade que nos (me) espera (esperava). HEAUHAEUHAE

Diferente do que ouvi falar da TAP e Lufthansa, na Iberia (Airbus A340) não há telas individuais, e sim várias "comunitárias" como nos ônibus interestaduais brasileiros.
São 254 lugares distribuidos em 8 lugares por fileira no espaço Economic, separados assim: XX XXXX XX.


Foto da refeição servida aproximadamente as 17:15.

Havia a opção entre Carne e Pasta para prato e entre as bebidas suco de caixinha brasileiro, Fanta Limón, Coca, Vinho e Cerveja. Escolhi a Fanta espanhola por não existir no Brasil e o gosto é intrigante, não sei classificar ainda.

Seviram um aperitivo, chá, café e água durante a viagem. O aperitivo era um Kit Kat, chocolate fabricado na Alemanha que é muito, mas muito bom. Seria como um "Bis melhorado" :)


Foto do café da manhã, servido a 1:00 aproximadamente (6 horas no novo fuso).
Nesse caso não havia opções, apenas entre suco e água.


MAD - OPO

O voo atrasou mas ocorreu tudo certo, foi feito em um avião pequeno.
Na chegada em Porto, esperei pela bagagem e na saída fui interrogado "O que vens fazer em Portugal?" UHEUAEHAE
Respondi estudar e já fui liberado :)

Em breve postarei mais, mas desta vez sobre a vida em Portugal

quinta-feira, 4 de março de 2010

Billboard Hot 100 - 4/03/2010

1. Imma Be - The Black Eyed Peas
2. BedRock - Young Money
3. Need You Now - Lady A.
4. Tik Tok - Kesha
5. Bad Romance - Lady Gaga
6. Hey, Soul Sister - Train
7. How Low - Ludacris
8. Rude Boy - Rihanna
9. Say Aah - Trey Songz
10. In My Head - Jason Derulo
11. Blah Blah Blah - Ke$ha Featuring 3OH!3
12. Telephone - Lady Gaga Featuring Beyonce
13. Baby - Justin Bieber Featuring Ludacris
14. Sexy Chick - David Guetta Featuring Akon
15. Carry Out - Timbaland Featuring Justin Timberlake
16. Nothin' On You - B.o.B Featuring Bruno Mars
17. According To You - Orianthi
18. Live Like We're Dying - Kris Allen
19. Breakeven - The Script
20. Replay - Iyaz
21. I Gotta Feeling - The Black Eyed Peas
22. Tie Me Down - New Boyz Featuring Ray J
23. Empire State Of Mind - Jay-Z + Alicia Keys
24. Whataya Want From Me - Adam Lambert
25. All The Right Moves - OneRepublic
26. Say Something - Timbaland Featuring Drake
27. Do You Remember - Jay Sean Featuring Sean Paul & Lil Jon
28. Haven't Met You Yet - Michael Buble
29. Two Is Better Than One - Boys Like Girls Featuring Taylor Swift
30. Down - Jay Sean Featuring Lil Wayne
31. Today Was A Fairytale - Taylor Swift
32. Fireflies - Owl City
33. You Belong With Me - Taylor Swift
34. Hard - Rihanna Featuring Jeezy
35. Whatcha Say - Jason Derulo
36. We Are The World 25 - Artists For Haiti
37. On To The Next One - Jay-Z + Swizz Beatz
38. Why Don't We Just Dance - Josh Turner
39. Heartbreak Warfare - John Mayer
40. Hey Daddy (Daddy's Home) - Usher Featuring Plies
41. Life After You - Daughtry
42. Already Gone - Kelly Clarkson
43. Naturally - Selena Gomez & The Scene
44. Use Somebody - Kings Of Leon
45. Forever - Drake Featuring Kanye West, Lil Wayne & Eminen
46. My Chick Bad - Ludacris Featuring Nicki Minaj
47. Try Sleeping With A Broken ... - Alicia Keys
48. Meet Me Halfway - The Black Eyed Peas
49. Paparazzi - Lady Gaga
50. Hillbilly Bone - Blake Shelton Featuring Trace Adkins

INTERESTING MOVES & DEBUTS

52. Temporary Home - Carrie Underwood
53. Break Your Heart - Taio Cruz Featuring Ludacris
57. American Honey - Lady Antebellum
63. Let It Be - Kris Allen
78. Young Forever - Jay-Z + Mr. Hudson
79. When I Look At You - Miley Cyrus
88. Neighbors Know My Name - Trey Songz
90. One Day - Matisyahu
94. Fearless - Taylor Swift
96. Rain - Creed
97. Didn't You Know How Much I ... - Kellie Pickler
100. Backwoods - Justin Moore

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Billboard Hot 100 - 18/02/10

01-01 TiK ToK - Kesha (9th week at #1)
**-02 We Are The World 25: For Haiti - Artists For Haiti
02-03 Imma Be - Black Eyed Peas
04-04 BedRock - Young Money
05-05 Bad Romance - Lady Gaga
03-06 Need You Now - Lady Antebellum
07-07 Hey, Soul Sister - Train
08-08 How Low - Ludacris
11-09 In My Head - Jason Derulo
06-10 Sexy Chick - David Guetta
22-11 Blah Blah Blah - Kesha
15-12 Say Aah - Trey Songz
12-13 Carry Out - Timbaland
10-14 Replay - Iyaz
16-15 Telephone - Lady Gaga
09-16 I Gotta Feeling - Black Eyed Peas
14-17 Empire State Of Mind - Jay-Z + Alicia Keys
13-18 Hard - Rihanna
25-19 Baby - Justin Bieber
20-20 According To You - Orianthi
24-21 Live Like We're Dying - Kris Allen
19-22 Do You Remember - Jay Sean
21-23 Two Is Better Than One - Boys Like Girls
17-24 Fireflies - Owl City
30-25 Haven't Met You Yet - Michael Buble
29-26 Tie Me Down - New Boyz
23-27 Down - Jay Sean
40-28 Breakeven - Script
27-29 You Belong With Me - Taylor Swift
39-30 Today Was A Fairytale - Taylor Swift
35-31 Whataya Want From Me - Adam Lambert
31-32 Whatcha Say - Jason Derulo
36-33 Say Something - Timbaland
26-34 Forever - Drake
42-35 Why Don't We Just Dance - Josh Turner
37-36 Naturally - Selena Gomez
33-37 Paparazzi - Lady Gaga
65-38 Nothin' On You - B.o.B.
32-39 Meet Me Halfway - Black Eyed Peas
34-40 Already Gone - Kelly Clarkson
47-41 All The Right Moves - OneRepublic
28-42 Use Somebody - Kings Of Leon
**-43 Solo - Iyaz
49-44 Try Sleeping With A Broken Heart - Alicia Keys
41-45 The Truth - Jason Aldean
**-46 Pants On The Ground - General Larry Platt
43-47 It Kills Me - Melanie Fiona
52-48 Life After You - Daughtry
38-49 Party In The USA - Miley Cyrus
55-50 Heartbreak Warfare - John Mayer
54-51 On To The Next One - Jay-Z + Swizz Beatz
80-52 Soldier Of Love - Sade
51-53 If You Only Knew - Shinedown
61-54 Temporary Home - Carrie Underwood
58-55 I Am - Mary J. Blige
72-56 Hey Daddy (Daddy's Home) - Usher
66-57 Halfway Gone - Lifehouse
48-58 Shut It Down - Pitbull
44-59 Knockout - Lil Wayne
45-60 I Wanna Rock - Snoop Dogg
63-61 History In The Making - Darius Rucker
69-62 Hillbilly Bone - Blake Shelton
53-63 3 - Britney Spears
**-64 Rude Boy - Rihanna
68-65 Sex Therapy - Robin Thicke
60-66 White Liar - Miranda Lambert
62-67 Money To Blow - Birdman
70-68 American Saturday Night - Brad Paisley
73-69 That's How Country Boys Roll - Billy Currington
56-70 Drop The World - Lil Wayne
74-71 Highway 20 Ride - Zac Brown Band
59-72 I Made It (Cash Money Heroes) - Kevin Rudolf
78-73 Cryin' For Me - Toby Keith
67-74 Gangsta Luv - Snoop Dogg
84-75 American Honey - Lady Antebellum
**-76 Beamer, Benz, Or Bentley - Lloyd Banks Feat. Juelz Santana
77-77 I Invented Sex - Trey Songz
82-78 Somebody - Rob Thomas
85-79 'Til Summer Comes Around - Keith Urban
71-80 Never Gonna Be Alone - Nickelback
93-81 Lemonade - Gucci Mane
**-82 Everything To Me - Monica
79-83 A Little More Country Than That - Easton Corbin
18-84 Glitter In The Air - Pink
92-85 All The Way Turnt Up - Roscoe Dash
98-86 Steady Mobbin' - Young Money
81-87 I Wanna Make You Close Your Eyes - Dierks Bentley
87-88 Shots - LMFAO
90-89 I Can Transform Ya - Chris Brown
83-90 Southern Voice - Tim McGraw
89-91 Just Breathe - Pearl Jam
**-92 Unstoppable - Rascal Flatts
100-93 Ain't Leavin Without You - Jaheim
**-94 Your Love Is My Drug - Kesha
**-95 O Let's Do It - Waka Flocka Flame
95-96 Spotlight - Gucci Mane
99-97 Fearless - Taylor Swift
57-98 You And Me - Dave Matthews Band
**-99 Didn't You Know How Much I Loved You - Kellie Pickler
64-100 Set The Fire To The Third Bar - Snow Patrol

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Billboard Hot 100 - 11/02/10

Top 50:

01-01 TiK ToK - Kesha (8th week at #1)
04-02 Imma Be - Black Eyed Peas
08-03 Need You Now - Lady Antebellum
03-04 BedRock - Young Money
02-05 Bad Romance - Lady Gaga
05-06 Sexy Chick - David Guetta
09-07 Hey, Soul Sister - Train
06-08 How Low - Ludacris
16-09 I Gotta Feeling - Black Eyed Peas
07-10 Replay - Iyaz
14-11 In My Head - Jason Derulo
11-12 Carry Out - Timbaland
10-13 Hard - Rihanna
12-14 Empire State Of Mind - Jay-Z + Alicia Keys
17-15 Say Aah - Trey Songz
19-16 Telephone - Lady Gaga
15-17 Fireflies - Owl City
**-18 Glitter In The Air - Pink
18-19 Do You Remember - Jay Sean
21-20 According To You - Orianthi
20-21 Two Is Better Than One - Boys Like Girls
27-22 Blah Blah Blah - Kesha
24-23 Down - Jay Sean
23-24 Live Like We're Dying - Kris Allen
25-25 Baby - Justin Bieber
34-26 Forever - Drake
26-27 You Belong With Me - Taylor Swift
31-28 Use Somebody - Kings Of Leon
29-29 Tie Me Down - New Boyz
36-30 Haven't Met You Yet - Michael Buble
28-31 Whatcha Say - Jason Derulo
33-32 Meet Me Halfway - Black Eyed Peas
32-33 Paparazzi - Lady Gaga
30-34 Already Gone - Kelly Clarkson
35-35 Whataya Want From Me - Adam Lambert
46-36 Say Something - Timbaland
55-37 Naturally - Selena Gomez
37-38 Party In The USA - Miley Cyrus
22-39 Today Was A Fairytale - Taylor Swift
53-40 Breakeven - Script
40-41 The Truth - Jason Aldean
44-42 Why Don't We Just Dance - Josh Turner
43-43 It Kills Me - Melanie Fiona
**-44 Knockout - Lil Wayne Feat. Nicki Minaj
41-45 I Wanna Rock - Snoop Dogg
38-46 Evacuate The Dancefloor - Cascada
50-47 All The Right Moves - OneRepublic
42-48 Shut It Down - Pitbull
56-49 Try Sleeping With A Broken Heart - Alicia Keys
48-50 Sweet Dreams - Beyonce