quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Entrevista com Miguel Nicolelis


Miguel Nicolelis é um dos pesquisadores brasileiros de maior prestígio. Pioneiro nos estudos sobre interface cérebro-máquina, suas descobertas aparecem na lista das dez tecnologias que devem mudar o mundo, divulgada em 2001 pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês). Em 2009, tornou-se o primeiro brasileiro a merecer uma capa da Science. Na quarta-feira, foi nomeado membro da Pontifícia Academia de Ciências, no Vaticano. Ao Estado, Nicolelis falou sobre o impacto da neurociência no futuro da humanidade. Criticou de forma contundente a gestão científica no País, especialmente em São Paulo. Também questionou os critérios - marcadamente políticos - que teriam norteado a escolha do ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante.

O que você acha da política científica brasileira?

Está ultrapassada. Principalmente, a gestão científica. Foi por isso que eu escrevi o Manifesto da Ciência Tropical. O mais importante nós temos: o talento humano. Mas ele é rapidamente sufocado por normas absurdas dentro das universidades. Não podemos mais fazer pesquisa de forma amadora. Devemos ter uma carreira para pesquisadores em tempo integral e oferecer um suporte administrativo profissional aos cientistas. Visitei um dos melhores institutos de física do País, na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), e o pessoal não tem suporte nenhum. Se um americano do Instituto de Física da Universidade Duke visitar os pesquisadores brasileiros, não vai acreditar. Eles tomam conta do auditório, fazem os cheques e compram as coisas, porque não é permitido ter gestores científicos com formação específica para este trabalho. Nós preferimos tirar cientistas que despontaram da academia. Aqui no Brasil há a cultura de que, subindo na carreira científica, o último passo de glória é virar um administrador do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) ou da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). É uma tragédia. Esses caras não tem formação para administrar nada. Nem a casa deles. Não temos quadros de gestores. A gente gasta muito dinheiro e presta muita atenção em besteira e não investe naquilo que é fundamental.

Qual é a diferença nos mecanismos de financiamento e gestão científica nos EUA e no Brasil?

O investimento privado e público americano - sem contar os gastos do Pentágono que, em parte, são sigilosos - é equiparável: cerca de US$ 250 bilhões anuais cada um (o equivalente a R$ 425 bilhões). Eles também enfrentam o problema de que as empresas privadas não costumam investir em pesquisa pura, meio de cultura de onde saem as ideias aplicadas. Contudo, o governo não investe só em universidades. Ele também coloca dinheiro em empresas e em institutos de pesquisa privados. Este é o segredo. No Brasil, a grande maioria dos mecanismos públicos de financiamento está voltado para universidades públicas. Sendo assim, você não contrata cientistas e técnicos para um projeto, pois depende dos quadros da universidade. Mas esses quadros estão dando 300 horas de aula por semestre. Não dá para competir com um chinês que está em Berkeley pesquisando o dia inteiro e recebendo milhões de dólares para contratar quem ele quiser. Como fazer ciência sem gente? Na realidade, os americanos não contam com pessoas mais capazes lá. O que eles têm de diferente é um número muito maior de pesquisadores, processos eficientes, gestão científica profissional - a melhor jamais inventada - e dinheiro. Nos Estados Unidos, sou visto como um pequeno empreendedor. Recebo dinheiro do governo americano e uma parcela menor de investimento privado. Tenho assim uma "padaria" que faz ciência: posso contratar o padeiro, o faxineiro e a atendente de acordo com as necessidades do projeto. Esse empreendedorismo não é permitido pelas leis brasileiras. As mesmas regras que regem o gasto de quaisquer dez mil réis que um cientista ganha do governo federal servem para controlar licitações de centenas de milhões de reais para a construção de estradas, hidrelétricas... Achar que um cientista vai desviar dinheiro para fazer fortuna pessoal é absurdo. O processo de financiamento deve ser mais aberto, com mecanismos simples de auditoria. Além disso, deveria ser mais fácil importar insumos e, com o tempo, precisaríamos atrair empresas para produzi-los aqui. É um absurdo ver anticorpos apodrecerem no aeroporto de Guarulhos por causa da burocracia. Alguém no topo da pirâmide - o presidente da República ou o ministro da Ciência e Tecnologia - precisa dizer: "Chega. Acabou a brincadeira." É um desperdício gigantesco de talento e de dinheiro. A China está recuperando pesquisadores que emigraram para os EUA oferecendo condições de trabalho ainda melhores que as americanas. Milhares de brasileiros voltariam ao Brasil se tivessem melhores condições para trabalhar. Mas o sujeito vem para uma universidade federal e é obrigado a dar 300 horas de aula por semestre. Perdemos o talento. Além disso, ele conquista a estabilidade de forma quase automática. Que motivação vai ter para crescer? Há talentos, mas os processos são medievais. E o cientista brasileiro tem muito receito de bater de frente com as autoridades para reivindicar o que ele realmente precisa.

Quanto o Brasil deveria investir em ciência?

O Brasil precisa investir de 4% a 5% do seu Produto Interno Bruto (PIB) em ciência e tecnologia para encarar a China, a Índia, a Rússia, os Estados Unidos, a Coreia do Sul... esses são os jogadores com quem devemos nos equiparar. É o mesmo porcentual que já investimos em educação. É essencial realizar os dois investimentos: por um lado, para formar gente e iniciar a revolução educacional que o País precisa; por outro, para usar o potencial intelectual dessas pessoas na produção de algo para o País. Atualmente, investimos 1,3% do PIB. No Japão, é quase 4%. Isso explica muita coisa.

Você afirmou diversas vezes que a ciência precisa ser democratizada no País.

Sem dúvida. É uma atividade extremamente elitizada. Não temos a penetração popular adequada nas universidades. Quantos doutores são índios ou negros? A ciência deve ir ao encontro da sociedade brasileira. Essa foi uma das razões que me motivaram a escrever o manifesto. Até bem pouco tempo, a ciência era uma atividade da aristocracia brasileira. Há 30 ou 40 anos só a classe mais alta tinha acesso à universidade. Não precisavam de financiamento porque tinham dinheiro próprio. Hoje, nós precisamos de cientista que joga futebol na praia de Boa Viagem. Precisamos do moleque que está na escola pública. As crianças precisam ter acesso à educação científica, à iniciação científica. O que também implica uma democratização na distribuição de oportunidades e recursos em todo o País. Estamos trabalhando com 21 crianças da periferia de Natal. Elas nem mesmo entraram no ensino médio e já estão sendo incorporadas às linhas de produção de ciência do nosso instituto. Quatro participaram de um projeto piloto em que aprenderam a usar ressonância nuclear magnética de bancada para medir o volume de óleo nas sementes do pinhão-manso do semi-árido nordestino. E classificaram as diferentes sementes de acordo com a quantidade de óleo. Duvido que exista algum técnico na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) melhor do que essas crianças. Não precisamos mais de caciques. Precisamos de índios. Devemos investir na massificação dos talentos. Esses moleques vão decidir o que vai ser a nossa ciência. Se chega um jovem muito talentoso que quer investigar besouro, devemos responder: "Está bom, filho. Vai pesquisar besouro." Eu não investiria em tópicos, em áreas específicas. Eu investiria primordialmente em gente. Porque se você investir em pessoas talentosas, elas encontrarão nichos em que o Brasil terá benefícios tremendos. Nós temos uma das maiores olimpíadas de matemática do mundo, o que comprova que nosso talento matemático é enorme. Mas não dá frutos porque faltam caminhos, oportunidades, veículos... Acreditamos que devemos escolher o melhor menino. Mas e os outros cem mil que quase ganharam? Precisam de incentivo para continuar. Por isso, eu proponho o bolsa-ciência. É um bolsa-família para garoto que tem talento científico. Não precisa ser gênio. Estou fazendo isso com esses 21 meninos. Os quatro garotos do pinhão-manso recebem mais dinheiro do que o pai e a mãe: uma bolsa de R$ 520 paga por doadores privados. Precisamos investir no caos que é o sistema nervoso. Desta forma, encontraremos caminhos imprevistos, surpresas agradáveis.

Como avaliar mérito na academia?

Nós publicamos mais do que a Suíça. Mas o impacto da ciência suíça é muito maior. Basta ver o número de prêmios Nobel lá. E eles têm apenas cinco milhões de habitantes. Na academia brasileira, as recompensas dependem do que eu chamo de "índice gravitacional de publicação": quanto mais pesado o currículo, melhor. Ou seja, o cientista precisa colecionar o maior número de publicações - sem importar tanto seu conteúdo. Não pode ser assim. O mérito tem de ser julgado pelo impacto nacional ou internacional de uma pesquisa. Não podemos dizer: quem publica mais, leva o bolo. Porque aí o sujeito começa a publicar em qualquer revista. Não é difícil. A publicação científica é um negócio como qualquer outro. Mesmo se você considerar as revistas de maior impacto. Também não adianta criar e usar um índice numérico de citações (que mede o número de citações dos artigos de um determinado cientista). Talento não está no número de citações: é imponderável. Meu departamento na Universidade Duke nunca pediu meu índice de citação. Também nunca calculei. Quando sai do Brasil, achei que estava deixando um mundo de lordes da ciência. Fui perguntando nome por nome lá fora. Ninguém conhecia. Ninguém sabia quem era. Críamos uma bolha provinciana que deve ser estourada agora se o Brasil quer dar um salto quântico. Mas as pessoas têm receio de falar com medo de perder o financiamento. Há outras formas de medir o impacto científico: ver o que cara está fazendo e consultar a opinião de pessoas que importam no mundo, dos líderes de cada área. Sob este ponto de vista, o impacto da ciência brasileira é muito baixo. E precisamos dizer isso sem medo. Não dá para esconder o sol com a peneira. Quando decidem criar um Instituto Nacional (de Ciência e Tecnologia), em vez de dividir o dinheiro entre 30 ou 40 pesquisadores promissores, preferem pulverizar o dinheiro entre 120 cientistas, muitos deles com propostas que não vão chegar a lugar nenhum. Cada um recebe um R$ 1 milhão, uma quantia considerável na opinião de muita gente mas que não paga nem a conta de luz de um projeto bem feito. Não podemos ter receio de selecionar os melhores. Você precisa escolher os bons jogadores, não os pernas-de-pau. Outra coisa: só o Brasil ainda admite cientista por concurso público. Cientista tem de ser admitido por mérito, por julgamento de pares, por entrevista, por compromisso, por plano de trabalho.

Como você se vê na Academia?

Sou um pária. Não tenho o menor receio de falar isso. Sou tolerado. Ninguém chega para mim de frente e fala qualquer coisa. Mas, nos bastidores, é inacreditável a sabotagem de que fomos vítimas aqui em Natal nos últimos oito anos. Mas sobrevivemos. O Brasil é uma obsessão para mim. Há muita gente que não faz e não quer que ninguém faça, pois o status quo está bem. Tenho excelentes amigos na academia do País, respeito profundamente a ciência brasileira. Sou cria de um dos fundadores da neurociência no Brasil, o professor César Timo-Iaria, e neto científico de um prêmio Nobel argentino - Bernardo Alberto Houssay. Por isso, foi uma triste surpresa os anticorpos que senti quando eu voltei. Algumas pessoas ficaram ofendidas porque não fiz o beija-mão pedindo permissão para fazer ciência na periferia de Natal. Este ano, na avaliação dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs), tivemos um dos melhores pareceres técnicos da área de biomedicina. E o nosso orçamento foi misteriosamente cortado em 75%. Pedi R$ 7 milhões. Recebemos R$ 1,5 milhão. Operamos com um sexto do nosso orçamento. As pessoas têm medo de abrir a boca, porque você é engolido pelos pares. Então, eu fico imaginando um pesquisador que volta para o Brasil depois de estudar lá fora. De qualquer forma, o pessoal precisa entender que voltar para o Brasil é assumir um tipo especial de compromisso. Não é ir para Harvard, Yale... Você deve estar disposto a dar seu quinhão para o País porque ele ainda está em construção. Nem tudo vai funcionar como a gente quer. Vejo muita gente egoísta voltando para o Brasil. Os jovens precisam olhar menos para o umbigo e mais para a sociedade.

Qual é o futuro dos jovens pesquisadores no País?

Atualmente, eles têm uma dificuldade tremenda de conseguir dinheiro porque não são pesquisadores 1A do CNPq. Você precisa ser um cardeal da academia para conseguir dinheiro e sobressair. Com um físico da UFPE, cheguei à conclusão de que Albert Einstein não seria pesquisador 1A do CNPq, porque ele não preenche todos os pré-requisitos - número de orientandos de mestrado, de doutorado... Se Einstein não poderia estar no topo, há algo errado. Minha esperança é que o futuro ministro ataque isso de frente pois, até agora, ninguém teve coragem de bater de frente com o establishment da ciência brasileira. Ninguém teve coragem de chegar lá e dizer: "Chega! Não é assim! A ciência não está devolvendo ao povo brasileiro o investimento do povo na ciência." Os cientistas brilhantes jovens não têm acesso às benesses que os grandes cardeais - pesquisadores A1 do CNPq - têm, muitos deles sem ter feito muita coisa que valha. Além disso, veja a situação do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia (CCT, que assessora o presidente da República nas decisões relacionadas à política científica). O presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC) - agora, um grande matemático - me perdoe, mas ele não deveria ter cadeira cativa nesse conselho. O Brasil deveria ter um conselho de gente que está fazendo ciência mundo afora. E não pessoas que ocupam cargos burocráticos em associações de classe. Deveria ser gente com impacto no mundo. E pessoas jovens com a cabeça aberta. Mas as pessoas têm muita dificuldade de quebrar esses rituais. Para entender a que me refiro, basta participar de reuniões científicas e acompanhar a composição de uma mesa. Não há nada semelhante em lugar nenhum do mundo: perder três minutos anunciando autoridades e nomeando quem está na mesa. É coisa de cartório português da Idade Média. Cientista é um cidadão comum. Ele não tem de fazer toda essa firula para apresentar o que está fazendo. É um desperdício de energia, uma pompa completamente desnecessária. Muitas vezes, os pesquisadores jovens não podem abrir a boca diante dos cientistas mais velhos. Eu ouço isso em todo o Brasil. No meu departamento nos Estados Unidos, sou professor titular há quase doze anos. Minha voz não vale mais que a de qualquer outro que acabou de chegar. Qualquer um pode me interpelar a qualquer momento. Qualquer um pode reclamar de qualquer coisa. Qualquer um pode fazer qualquer pergunta. E ninguém me chama de professor Nicolelis. Meu nome lá é Miguel. Por quê? Porque o cientista é algo comum na sociedade. O meu estado (a Carolina do Norte) possui uma das maiores densidades de PhD na população dos EUA. Se você se comportar como um pavão lá, vai se dar mal. Todo mundo tem pelo menos um PhD. Aqui, precisamos colocar a molecada da periferia de Natal, de Rio Branco e de Macapá na ABC, por mérito. Às vezes, parece que existe uma igreja chamada Ciência no País. Se você não é um membro certificado, ela é impenetrável. Minhas críticas não são pessoais. Quero que o Brasil seja uma potência científica para o bem da humanidade. As pessoas precisam ver que a juventude científica brasileira está de mãos atadas. Precisamos libertar este povo. Já estou no terço final da minha carreira científica. O que me resta é ajudar essa molecada a fazer o melhor.

Referência: http://linguagemdocencia.blogspot.com/2011/01/einstein-nao-seria-pesquisador-a1-do.html

domingo, 4 de dezembro de 2011

Intercâmbio 2010/2011

Há mais de 1 ano em que eu deixava o Brasil rumo a Porto - Portugal para viver o que seriam os melhores meses da minha vida. Foram 169 dias inesquecíveis em que convivi com pessoas sensacionais, conheci lugares fantásticos e aprendi muito mais do que poderia imaginar.
Deixo aqui um pequeno video com grande parte das pessoas que fizeram parte disso tudo. A todos vocês o meu muito obrigado!

SWU 2011

O SWU foi sensacional!
Assisti aos shows de: AVICII, Michael Franti & Spearhead, Marcelo D2, Snoop Dogg e Black Eyed Peas. Devido a existência de DOIS palcos principais, só pude ouvir o show do Kanye West.
Aqui vai dois videos que gravei do show do BEP:


The Time (Dirty Bit) - Black Eyed Peas


Boom Boom Pow - Black Eyed Peas

Clipes Top 10 Billboard

Olá,

Aqui vão alguns clipes que estão no Top 10 da Billboard (04/12/11):


Sexy and I Know It - LMFAO


We Found Love - Rihanna


Without You (feat. Usher) - David Guetta


Stereo Hearts - Gym Class Heroes


Good Feeling - Flo Rida

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Vida em Portugal - Parte II

Boa tarde,

Continuando o assunto do último post, sobre o alojamento, há mais de 300 moradores aqui, de diversas nacionalidades. Mas o que predomina são Brasileiros e Portugueses. O alojamento é divido em diferentes partes onde há quartos duplos, individuais e "apartamentos" onde possuem cozinhas e salas próprias.
No meu caso fico em um quarto duplo, cujo número é -312. Sim, -312. Reza a lenda que começaram o alojamento construindo por um lado que seria apenas de andares positivos (Térreo, 1andar, 2andar e 3andar) e tempos depois começaram a construção deste lado que estou e fizeram apartamentos abaixo (tem um grande desnível o terreno aqui) então ficaram andares e números negativos. Bem coisa de Português mesmo HAEUHAEH. No quarto há 2 camas, mesas com gavetas, um guarda-roupas, banheiro e um frigobar. Há uma "cozinha" comunitária no -4 e máquinas que vendem comidas e bebidas (que se encontra em todo o lugar por aqui).

Sobre as viagens que já fiz por Portugal. Fui para Aveiro dia 17 e Guimarães dia 26.
Aveiro é uma cidade muito bonita, conhecida como a "Veneza Portuguesa", fizemos um passeio de barco (ou seriam gôndolas?!?) pela cidade por 3€ e andamos de bicicleta na faixa (bastava deixar algum documento de identificação.
Guimarães possui um castelo que vale a pena conferir, além de ter praças e igrejas muito bonitas.
Para ir a ambas essas cidades saindo de Porto, deve-se ir até a estação Campanhã e pegar o Comboio que custa 2,20€ tanto a ida quanto a volta.
Assim que tiver imagens editarei essa postagem e colocarei mais informações.

Por hoje é isso,
Leandro

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Vida em Portugal - Parte I

Boa noite!

Continuando a sessão Portugal... :)

Sexta, assim que cheguei no Aeroporto do Porto, fui pedir informações em um stand próprio para isso. Tive que rir do meu primeiro real contato com o Português PT na Europa. É realmente muito engraçado ouvir como eles falam quando não estamos acostumados. Ora pois!

Comprei o andante e a passagem e após isso fui em direção ao Metro (que aqui se lê "métro" do mesmo jeito da nossa unidade de medida), para chegar lá era apenas pegar o elevador e descer um andar e foi então que oficialmente começou a cair a ficha que cheguei na Europa. Depois que se tem o andante (um cartão recarregável para usar em todos os meios de transporte da cidade) todos apenas o regarregam em máquinas espalhadas em todas as estações... O incrível é que as máquinas dão troco! E o mais incrível de tudo: Não há roletas ou coisas de tipo para controlar a entrada das pessoas... Apenas pequenas máquinas amarelas que controlam o número de créditos, mas as pessoas passam o cartão nessa máquina por pura honestidade! Coisa que nunca ocorreria no Brasil devido ao pequeno calote que teriam diariamente. Outra coisa, o preço pago pela passagem é dividido em zonas, o mínimo de zonas a ser comprado é 2, mas há passagem de até 9 zonas se não me engano (que obviamente é a mais cara) e novamente, as pessoas compram o número de zonas que utilizarão por conta própria. Pelo que sei raramente há alguma fiscalização, mas claro, caso alguém pegue um passageiro burlando estas regras, há multas entre 100 e 150 euros para o infrator.

Depois de pegar o metro, cheguei na estação Casa da Música, na doce ilusão de que fosse bem perto do alojamento onde vou ficar. Fui andando e pedindo informações e parecia que eu nunca ia chegar. Foi nesse momento que comecei a notar o comportamento mais inusitado das pessoas daqui: eles disputam para dar informações! Quando eu pedia ajuda a uma pessoa, a pessoa do ladou ouvia e também fazia questão de ajudar! Quando um dizia alguma coisa o outro tinha que dar a sua versão da informação e algumas vezes as pessoas acabam "discutindo" para ver quem dava a melhor ajuda. Bizarro isso! Jamais imaginava algo do tipo. As pessoas são realmente prestativas, calmas e fazem questão de ajudar.
Sobre a aparência, bem, eu esperava mais um esteriótipo do que a mistura que há aqui, tem de tudo. Obviamente tem muito do esteriótipo europeu alimentado na cabeça das pessoas mas também tem pessoas que nunca diariamos ser daqui. As mulheres não tem bigode e muitos velhos usam o tal bigode que é característica do portuga padeiro. Ahhh, algo que notei de "ruim" e compartilho com vocês é que as pessoas mais velhas parecem não cuidar muito da higiene bucal... Já vi várias pessoas sem alguns dentes ou com eles literalmente pretos. :O

Cheguei no alojamento e o porteiro me mostrou meu novo lar. Um quarto duplo bem bom. Camas, comodas, mesas, frigobar, guarda-roupas, banheiro com banheira. :)

Outra hora contarei mais sobre o alojamento e sobre o que já visitei, agora vamos as diferenças entre o Português BR e o Português PT:

Calouro - Caloiro
Sanduíche - Sandes
Centavos - Cêntimos
Celular - Telemóvil
Sobrenome - Apelido
Pedestre - Peão
Trem - Comboio
Ônibus - Autocarro
Bonde - Eléctrico
Bicha - Fila
Durex - Camisinha
Propina - Mensalidade/Taxas
Rapariga - Moça/Mulher
Puto - Menino
"Essa questão é mamão com açucar" - "Essa questão é pêra doce"

São essas que eu lembro no momento, tem umas muito boas! HAEUHUAEAH

Estou-me a ir dormir, até!

domingo, 12 de setembro de 2010

Viagem para Portugal!

Bom dia, a partir de hoje tentarei voltar a atualizar meu blog, mas agora com notícias sobre a vida em solo Português :)

Aqui vão informações sobre minha viagem. Pode parecer estranho, mas tenho certeza que todos tem curiosidade sobre isso mas poucos conseguem saber como é antes de ir.

Para procurar passagens a preços baixos recomendo-os acessar o site www.decolar.com.br e agências de intercâmbio/passagens como a STB e Submarino Viagens. OBS: Cuidado com os impostos, algumas passagens parecem ter o menor preço mas não tem.

Viajei pelos seguintes trechos:
Brasília (BSB) - Garulhos (GRU)
Garulhos (GRU) - Madrid (MAD)
Madrid (MAD) - Porto (OPO)

Motivo de 3 voos? Os voos saindo de BSB direto para Lisboa estavam sempre lotados, e o mais barato que consegui de lá era aproximadamente 200 reais mais caro que o por GRU.

BSB - GRU

Voo doméstico feito pela TAM, mas com direito a peso de bagagens internacional (Nacional 23kg, Internacional 2x32kg).
A TAM tem sem dúvidas o melhor atendimento entre as empresas que já viajei fazendo voos nacionais.
Saí de BSB ás 11:50, cheguei em GRU ás 13:30.


GRU - MAD

Assim que cheguei em Garulhos, fui direto na Iberia para pegar meus tickets (passagens ou boarding pass) para os outros 2 trechos. Eles pedem que tenha o passaporte, identidade, e comprovante de despacho das bagagens em mãos.
Feito isso perguntei sobre o registro de produtos eletrônicos que no meu caso deveria ser feito na Receita Federal de lá mesmo, foi então que eu soube da excelente notícia que a Receita fica do outro lado do aeroporto e que segundo a passagem eu já teria que estar esperando o voo (Voos internacionais pedem 2 horas de antecedência). Estava marcado 14:00 horas na passagem e meu voo sairia 15:55.
Após saber isso e ser bem lembrado pela atendente que eu poderia perder o voo, fui até a receita. Lá estava uma fila gigante... Perguntei para o único atendente informações sobre como registrar meus produtos eletrônicos e ele pediu para ver, é o atendente mesmo que julga se precisa ou não de um registro. Segundo ele não precisaria registrar nada.
Então fui até a entrada de voos internacionais para esperar pelo Portão 12!
Em GRU há dois "terminais" de voos internacionais. Todos sempre tem fila. Depois de mostrar a passagem há uma fila interna para passar pelo detector de metais e depois outras duas filas, uma para cidadãos brasileiro e outra para quem não é. Nessa "etapa" eles só conferem o passaporte, identidade e passagens (pelo menos no caso de brasileiros).
Esperei meu voo e embarquei era aproximadamente 15:30. Como meu lugar era o 31G, entrei primeiro que quem estava em locais mais a frente.
Chegando no avião me deparo com as pequenas diferenças sociais. Em voos internacionais pela Iberia há duas classes. A "Economic" e a "Business Plus". Ao entrar no avião passamos pela classe A que é apenas uma doce ilusão da realidade que nos (me) espera (esperava). HEAUHAEUHAE

Diferente do que ouvi falar da TAP e Lufthansa, na Iberia (Airbus A340) não há telas individuais, e sim várias "comunitárias" como nos ônibus interestaduais brasileiros.
São 254 lugares distribuidos em 8 lugares por fileira no espaço Economic, separados assim: XX XXXX XX.


Foto da refeição servida aproximadamente as 17:15.

Havia a opção entre Carne e Pasta para prato e entre as bebidas suco de caixinha brasileiro, Fanta Limón, Coca, Vinho e Cerveja. Escolhi a Fanta espanhola por não existir no Brasil e o gosto é intrigante, não sei classificar ainda.

Seviram um aperitivo, chá, café e água durante a viagem. O aperitivo era um Kit Kat, chocolate fabricado na Alemanha que é muito, mas muito bom. Seria como um "Bis melhorado" :)


Foto do café da manhã, servido a 1:00 aproximadamente (6 horas no novo fuso).
Nesse caso não havia opções, apenas entre suco e água.


MAD - OPO

O voo atrasou mas ocorreu tudo certo, foi feito em um avião pequeno.
Na chegada em Porto, esperei pela bagagem e na saída fui interrogado "O que vens fazer em Portugal?" UHEUAEHAE
Respondi estudar e já fui liberado :)

Em breve postarei mais, mas desta vez sobre a vida em Portugal

quinta-feira, 4 de março de 2010

Billboard Hot 100 - 4/03/2010

1. Imma Be - The Black Eyed Peas
2. BedRock - Young Money
3. Need You Now - Lady A.
4. Tik Tok - Kesha
5. Bad Romance - Lady Gaga
6. Hey, Soul Sister - Train
7. How Low - Ludacris
8. Rude Boy - Rihanna
9. Say Aah - Trey Songz
10. In My Head - Jason Derulo
11. Blah Blah Blah - Ke$ha Featuring 3OH!3
12. Telephone - Lady Gaga Featuring Beyonce
13. Baby - Justin Bieber Featuring Ludacris
14. Sexy Chick - David Guetta Featuring Akon
15. Carry Out - Timbaland Featuring Justin Timberlake
16. Nothin' On You - B.o.B Featuring Bruno Mars
17. According To You - Orianthi
18. Live Like We're Dying - Kris Allen
19. Breakeven - The Script
20. Replay - Iyaz
21. I Gotta Feeling - The Black Eyed Peas
22. Tie Me Down - New Boyz Featuring Ray J
23. Empire State Of Mind - Jay-Z + Alicia Keys
24. Whataya Want From Me - Adam Lambert
25. All The Right Moves - OneRepublic
26. Say Something - Timbaland Featuring Drake
27. Do You Remember - Jay Sean Featuring Sean Paul & Lil Jon
28. Haven't Met You Yet - Michael Buble
29. Two Is Better Than One - Boys Like Girls Featuring Taylor Swift
30. Down - Jay Sean Featuring Lil Wayne
31. Today Was A Fairytale - Taylor Swift
32. Fireflies - Owl City
33. You Belong With Me - Taylor Swift
34. Hard - Rihanna Featuring Jeezy
35. Whatcha Say - Jason Derulo
36. We Are The World 25 - Artists For Haiti
37. On To The Next One - Jay-Z + Swizz Beatz
38. Why Don't We Just Dance - Josh Turner
39. Heartbreak Warfare - John Mayer
40. Hey Daddy (Daddy's Home) - Usher Featuring Plies
41. Life After You - Daughtry
42. Already Gone - Kelly Clarkson
43. Naturally - Selena Gomez & The Scene
44. Use Somebody - Kings Of Leon
45. Forever - Drake Featuring Kanye West, Lil Wayne & Eminen
46. My Chick Bad - Ludacris Featuring Nicki Minaj
47. Try Sleeping With A Broken ... - Alicia Keys
48. Meet Me Halfway - The Black Eyed Peas
49. Paparazzi - Lady Gaga
50. Hillbilly Bone - Blake Shelton Featuring Trace Adkins

INTERESTING MOVES & DEBUTS

52. Temporary Home - Carrie Underwood
53. Break Your Heart - Taio Cruz Featuring Ludacris
57. American Honey - Lady Antebellum
63. Let It Be - Kris Allen
78. Young Forever - Jay-Z + Mr. Hudson
79. When I Look At You - Miley Cyrus
88. Neighbors Know My Name - Trey Songz
90. One Day - Matisyahu
94. Fearless - Taylor Swift
96. Rain - Creed
97. Didn't You Know How Much I ... - Kellie Pickler
100. Backwoods - Justin Moore